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Brincando com o celular

Lenda do Matadouro da Avenida Salgado Filho


Há alguns anos atrás eu tinha uma amiga que fazia doações para um abrigo de crianças carentes com necessidades especiais , localizado na Rua Salgado Filho , na cidade de Curitiba .

Um certo dia fomos juntas até este orfanato , assim doamos roupas e brinquedos . 

Então , num tom nostálgico , ela me disse :

 – Já que você gosta de lendas urbanas quero que você saiba que este lugar possui muitas destas histórias.

Deste jeito exclamei : 

– Conta para mim ! Desta maneira minha colega contou : 

Reza a lenda que no século dezenove este local era um matadouro de bois .Dentro dele havia um touro negro que ninguém conseguia matar . 

Na primeira vez que ele foi para a guilhotina , a lâmina caiu . 

Depois um funcionário tentou atacar o animal com uma faca , mas este homem teve um ataque cardíaco e faleceu. 

Porém o bicho nada sofreu Exaustos , os trabalhadores deixaram para matar o boi no dia seguinte. Quando a secretária abriu o matadouro , viu o touro negro flutuando entre uma fumaça muito branca, com os olhos vermelhos. 

Assim os funcionários chamaram um padre exorcista que após muita reza fez com que o touro desmaiasse . Porém ninguém teve coragem de matar o animal. 

Deste jeito um carroceiro ficou com a missão de levar o animal para uma fazenda na zona rural de São José dos Pinhais , região metropolitana de Curitiba.

Porém aconteceu um fatal acidente no meio do caminho , onde o condutor e o animal faleceram no local . Um século se passou e o antigo matadouro virou um orfanato para crianças carentes com necessidades especiais . 

Dentre elas havia uma menina cujo apelido era Trancinha , por causa do seu penteado . Uma vez esta garota estava cantando a seguinte música : 

– Boi , boi , boi … – Boi da cara preta … 

– Pegue esta criança que tem medo de careta … 

Então , de repente , apareceu o fantasma de um touro para esta criança e ela começou a brincar com ele. 

Numa das brincadeiras Trancinha tirou seu casaco vermelho e passou a brincar de toureiro com o animal.

 Naquele instante uma das professoras abriu a porta da sala onde a garota estava e indagou:

 – Com quem você estava falando ? A menina respondeu:

 – Com o boi preto . A mestra perguntou novamente:

 – Onde ele está ? A pequena falou:

 – Ele sumiu , pois se assustou com o barulho da porta . 

Por se tratar de uma criança com necessidades especiais , a educadora não levou a história do boi a sério e afirmou para a aluna :

 – Me dê a mão e vamos brincar com o resto da turma . 

No dia seguinte , Trancinha estava cantando a música Boi da Cara Preta sozinha , sentada na areia do parquinho , e a professora perguntou : 

– Como vai ? A menina repondeu : 

– Vou bem porque estou brincando com o boi negro . 

– Quer brincar com a gente ? Naquele instante a educadora olhou para o lado esquerdo da garota , viu marcas de patas bovinas na areia e ficou assustada. 

Naquela mesma noite , esta mestra sonhou que montou num touro negro , que depois de alguns segundos transformou 

– se em uma montanha de dinheiro . 

Uma semana depois esta educadora ganhou muitos cruzeiros num sorteio e saiu do seu trabalho.

Alguns dias depois Trancinha faleceu de meningite e depois da sua morte , as crianças do orfanato afirmaram que viam o espírito da menina montado em cima de um boi preto , com olhos vermelhos. Este causo ficou conhecido com a Lenda do Matadouro da Avenida Salgado Filho. 

Muito tempo se passou após a minha amiga contar este causo. 

Ela desencarnou há dois anos atrás de falência múltipla dos órgãos, pois já tinha a idade avançada. Hoje não existe mais o educandário para crianças carentes naquele local. 

Pois o orfanato deixou de receber donativos gradativamente. 

Hoje em dia, quando eu passo em frente a este lugar sinto um misto de saudade com nostalgia. 

O problema é que muitos orfanatos desaparecem por falta de colaboradores e ,infelizmente , este fato não é uma lenda urbana . 

Luciana do Rocio Mallon


Essas e Outras historias você pode ver no livro, Lendas Curitibanas, adquirindo diretamente com a Luciana pelo telefone: 8428-3885

ou no site do Instituto Memoria no link abaixo.

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